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Beatriz Valchi

🌿 Qual será nossa Verdadeira Natureza?

Ainda que, por vezes, a vida pareça seguir no automático, há em cada um de nós uma centelha divina, o nosso Cristo Pessoal e é através dessa presença que temos o poder de transformar completamente o nosso mundo.

A verdadeira mudança começa quando decidimos voltar o olhar para dentro, observando com honestidade nossos padrões de comportamento, nossas reações automáticas e os impulsos que surgem sempre que nos sentimos ameaçados.

Se aprendemos a observar nossos sentimentos, gerado por uma experiência ao qual nosso cérebro nos fez reagir automaticamente no modo de sobrevivência, onde nossa reação foi instintivamente reativa, de maneira a evitar uma possível causa de dor  e, transmutarmos, por uma profunda gratidão de nos sentir privilegiados pela dádiva de existir e aprender com essa experiência; algo dentro de nós desperta. 

Reconhecemos o milagre sagrado que é estar vivos e o dom de poder nos reinventar a cada novo dia, desde que tenhamos um  propósito claro em nossa mente e coração.

Em nossa caminhada, percebemos que muitas vezes cruzamos o caminho de pessoas travando suas próprias guerras interiores e cabe a nós usar de nossa livre vontade, para tomar a decisão rápida de respirar fundo e silenciar a mente ou de guerrear com outro, proferindo palavras agressivas que em muitos casos, não caberão mais retratação de desculpas.

O nosso grande teste é não reagir à dor do outro com a nossa própria dor.

É aprender a dominar o temperamento explosivo que, tantas vezes, escondemos em camadas profundas de nossa identidade, para que não nos tome por completo e nos faça esquecer de quem realmente somos.

Esse deve ser o nosso exercício constante e, com o tempo, compreendemos que não se trata de se controlar, mas de se transformar.

Não é sobre conter impulsos, e sim sobre transcender antigos modos de ser.

“Ao nos observarmos com compaixão, perceberemos que aquele lado reativo e impulsivo é o mesmo que, em essência, também sabe ser ternura, empatia e doçura.”

Então compreendemos: a dualidade que acreditávamos existir nunca foi real. O bem e o mal nunca existiu em nós, basta que nos elevamos acima daquela experiência desagradável e iremos entender que Deus opera em nós e através de nós e portanto, nossa verdadeira natureza é o Amor.

A agressividade que um dia carregamos foi apenas o reflexo da forma como fomos tratados. Um mecanismo de autoproteção criado para sobreviver às dores do passado.

Ficou gravado em nosso inconsciente,  os dias difíceis na escola, os bullying que sofremos, a rigidez de alguns educadores. Os dias de brigas e gritos que marcaram nossos lares, pelas sombras da incompreensão, violência e  injustiça.

As traições e os amores que deixaram nossos corações despedaçados tornando inflexível, incapaz de amar, muitas vezes até a si mesmo.

E, em meio às lembranças, reconhecemos que toda essa agressividade não nos define, era apenas uma armadura emocional que vestimos quando ainda não sabíamos amar a nós mesmos.

“Hoje sabemos: nossa natureza é o Amor.”

Isto já é inato da natureza humana, não precisamos nos esforçar para amar, basta amar a si mesmo que amamos ao próximo.

Com o tempo redescobrimos: esse o Amor inato que vive em nós.

E o Amor não reage, ele compreende.
O Amor não luta, ele se eleva.
O Amor não se defende, ele irradia.

Durante muito tempo, passamos a reagir às injustiças com medo ou raiva, não percebendo que o universo vinha nos devolvendo mais experiências de medo ou  dor, pois, estava respondendo ao sentimento que emanávamos diante dessas situações difíceis.

Agora, uma vez conscientes de que nossa natureza é amor, entendemos que não há dualidade em nós, pois, somos filhos de Deus e, como tais, o Amor é o nosso centro, a nossa origem e a essência que nos compõe.

Quando elevamos nossa consciência ao Criador, a Luz divina resplandece sobre nós, dissolvendo as sombras e revelando a Verdade que sempre esteve ali: Amar não é um ato de merecimento, mas de essência.

Assim, vamos nos libertando das ilusões e das amarras de amar apenas aqueles que nos amam, perdoar ou orar por quem nos causou sofrimento também é um ato de amor por nós mesmos, pois, com isso estamos liberando nosso coração de mágoas e ressentimentos e permitindo que nossa vida flua em encontro a dias felizes.

Aprendemos que o Amor que oferecemos ao outro é o mesmo que devolvemos a nós mesmos.
E quando amamos, o universo inteiro nos devolve multiplicado, curado e iluminado.

Respostas de 3

  1. Deixar a vida no “automático” é muito cômodo, a física resolvendo com a lei de ação e reação. E na maioria das vezes, sofremos com nossas reações, muitas vezes desproporcionais. Mas tudo é aprendizado, se pararmos para analisa-las. Montamos estratégias para atingirmos metas que estabelecemos para nossas vida, porém somos bombardeados com os imprevistos, o que embola tudo. A vida não é uma ferrovia, na verdade, parece um emaranhado de vias de uma favela, que nos permite até retornar com facilidade. Entre a partida e o destino muitas coisas podem acontecer. Viver é complexo, certo e errado relativos, só acredito que devemos filtrar os acontecimentos e proporcionamos a nós mesmos a melhor vida possível, de modo a atender nossa satisfação, sem prejuízo a outros.

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