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Beatriz Valchi

Amar com razão é a fortaleza contra desilusões

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“Algumas pessoas disfarçadas de amor, entram em nossas vidas com propósitos sutis e encantador”

Em muitas ocasiões, são mestres que nos ensinam lições valiosas, outras vezes são espelhos que revelam nossas vulnerabilidades emocionais, proporcionando uma visão única do que temos que melhorar internamente. 
Elas podem surgir para compartilhar momentos memoráveis e até narrar nossa história sob uma nova perspectiva, ou quem sabe, surgem só para sugar nossas energias, baixar nossas vibração e estraçalhar o que de mais bonito temos guardado, que são os sonhos de encontrar aquele amor que nos preencha o vazio da alma. 
Essas são simplesmente como vampiros, que tenta se apoderar de nossa alegria, pois, por si só não conseguem produzir e por isso, ficam pulando de pessoas em pessoas, buscando encontrar nos outros aquilo que não ver em si próprias.
Fujam de corações levianos! Pessoas que não sabem o que querem, não são capazes de se envolver emocionalmente com nada, nem de se comprometer consigo mesmo.
A coragem de estar sozinho reside na paciência para aguardar o tempo certo, que permitirá viver um amor tão profundo, que transformará nossas  vidas de maneira significativa e para o bem.
Compreender que aquele encontro fortuito, com aquela pessoa inesperada, que fez nosso coração pulsar com esperança de estar diante do ser amado, pode ser apenas uma efêmera possibilidade de momentos porvir, que talvez nunca torne a se repetir. Isso exige coragem e discernimento para esperar o que vem depois, pois, é somente no momento depois, que a máscara cai e a pessoa mostrará quem ela é verdadeiramente.
Quem de fato está destinado a nós, sempre mostrará quem  realmente é , logo, em pouco tempo depois da primeira vista. Sua persona e sua vontade, não mudará no momento seguinte!
Aquelas pessoas, que vem disfarçadas de amor só para suprir sua necessidade sexual, também mostrará quem ela é no momento seguinte. São pessoas vazias as quais, seus gestos, atitudes e corpos falam por elas, onde nada tem a somar, multiplicar ou compartilhar em nossas vidas. Estão sempre prontas para partir, trazendo com elas as mais variáveis desculpas. 
A cada despedida, surge um novo aprendizado seguido do lógico raciocínio com relação ao amor, pois, a princípio esse desejo de ser amado, não passa de emoções físicas que mandam para nosso cérebro hormônios do bem estar, fazendo com que desejamos mais disso.
No futuro tudo servirá  unicamente para nos fortalecer  emocional e espiritualmente, nos libertando dos véus das ilusões dos sentidos,  já que  estivemos projetando no outro, todo o bem que está em nós  e que em troca gostaríamos de receber. 
Essa reciprocidade nem sempre acontece e o desamor junto com a sensação de impotência se abriga em nossa alma, uma vez  que não temos o entendimento correto daquilo que já é nosso, não pelos nossos esforços, muito menos pelo merecimento, mais, pela graça de Deus que nos fez em pares para evoluirmos e exercitarmos o dom de amar.
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” Amar com a razão, é a sabedoria que nos protege das efêmeras paixões, evitando que nos envolvamos apenas pelo calor do momento e pelas necessidades de nosso corpo”
Nesse delicado equilíbrio entre coragem de esperar e o entendimento do turbilhão de emoções que bloqueiam nossa capacidade de raciocínio, cada capítulo de nossas vidas, se torna uma página de crescimento, moldando-nos para o verdadeiro amor, que nos aguarda pacientemente  e em seu tempo, pronto para escrever uma história duradoura e significativa que vai nos trazer alegrias e prazeres, muito além do que alguns minutos de sexo.
Que incrível seria se pudéssemos decifrar os segredos que os outros guardam em relação a nós, evitando sermos manipulados por palavras doces e demonstrações falsas de interesses ocultos. Isso nos pouparia de sermos tratados como simples marionetes do destino, onde nossa livre vontade é inconscientemente manipulada por mentiras disfarçadas de sinceridade, prevenindo assim, as dolorosas consequências da desilusão”
Quando estamos sozinhos, muitas vezes desejamos encontrar o amor por nossos próprios méritos e acabamos encontrando projeções daquilo que gostaríamos que fosse nosso modelo de amor e do ser amado, sem perceber que o verdadeiro amor não se procura, tão pouco está oculto; ele é benigno e não causa dor , tão pouco busca ganhos egoístas e interesses carnais. O verdadeiro amor sempre nos acha naturalmente.
O autêntico amor sempre terá um propósito que vai além da compreensão humana. Manifesta-se com um sorriso e a profunda vontade de cuidar do ser amado, através de gestos genuinamente benignos que transcende a simples bajulação.
Neste mundo impregnado pelo materialismo, o amor, com sua essência poderosa, causa intimidação nas pessoas fracas. Amar exige coragem, pois implica unir-se a alguém movido por um desejo puro e natural de compartilhar, entrelaçando vidas e histórias de maneira que sutilmente permeia todo o universo de pensamentos lógicos e ilógicos.
Somente com a sensibilidade da alma é possível entender o que é o real amor, não se trata de prazer carnal, interesse ou medo da solidão, mais sim o comprometimento de manter a chama do romance acesa e, a simples vontade de querer viver um dia a mais ao lado da pessoa amada.
Permitir-se vivenciar algo tão profundo impede que percamos tempo com ilusões, pois elas cada vez que surgem e se dissipam, nos conduzem ao abismo da desesperança, trazendo dúvidas sobre nossa verdadeira capacidade de sermos amados e de amar.
Em algum lugar desse mundo sempre vai ter alguém que vai nos completar e amar apenas pelo fato de sermos nós mesmos.
Esperemos então pelo que vem depois, antes de ceder as aparências daquilo que parece ser o amor.

Respostas de 2

  1. O texto, rico de reflexao.
    Quando cria se expectativas no outro deixamos de notar que é falho e eu sou falho também ao olho do outro, portanto relacionar é amar , uma arte a lapidar o amor.

  2. Bia o que você nos trouxe aqui nos fez refletir e percorrer caminhos e experiência dentro e fora de nós com o propósito de aprender e nos fortalecer para o propósito final do amor verdadeiro.

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